Neurociência: Rato programado para matar!

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Cientistas estão induzindo ratos a terem comportamento predatório através de estímulos ópticos. Ou seja, estão provocando que, indivíduos inofensivos, comecem a atacar qualquer coisa que entre em seus caminhos, comum simples comando.

A pesquisa revelou que uma gama de neurônios ativa a perseguição da presa, enquanto outra faz com que o animal morda sua presa com o intuito de mata-las. Para isso, cientistas inseriram no cérebro de um rato, um gene sensível a luz. Assim cientistas utilizariam a luz para ativar ou desativar o instinto assassino desses animais.

Fundada em 1810, a Yale School of Medicine é um centro renomado para pesquisa biomédica, educação e cuidados de saúde. Ivan Araujo, pesquisador psiquiatra disse: ” Nos ligávamos o lazer e eles pulavam num objeto, segurando-os com as patas e mordendo-os intensamente como se estivessem tentando capturar-los e matar-los.”

No estudo, os camundongos foram vistos a perseguir qualquer coisa, incluindo insetos, insetos ficticios e até objetos inanimados assim como tampas de garrafas e pedaços de madeira.

Todavia, Araujo disse que os ratos pararam de mostrar agressão em ralação a outros ratos ou a pesquisadores, e parecia que os únicos objetos que eram visados tinham de ser menos que os próprios ratos. “Tinha de ser alguma coisa que podia ser agarrada e contida, alguma coisa que eles quisessem capturar e dominar” disse ele. “Não era que eles saiam do controle e tentavam atacar tudo. tinha de ser algo que parecesse comida para eles.”

A fome tinha uma tremenda influencia no comportamento predatório. Ou seja, ratos famintos eram muito mais agressivos em suas perseguições. ”

A amígdala cerebelosa faz parte do chamado cérebro profundo, no qual regem as emoções básicas, tais como o medo, a raiva e o instinto de sobrevivência. Essa área cerebral é ativada quando um pequeno animal atravessa o campo de visão do predador, o que desencadeia um comando de “perseguir e matar”, disseram os cientistas. ” O sistema não é apenas agressão generalizada.” disse Araujo. “parece ser relacionado com o interesse do animal na obtenção de comida”

Eles descobriram que dois grupos neuronais eram independentemente operados, os neuronios de caça e os de mordida. Quando o primeiro grupo era ativado, o rato corria atras da presa, porém a força de sua mordida era 50% mais baixa. Já na ativação do segundo grupo de neurônios, os ratos nas gaiolas vazias exibiam comportamentos de “alimentação fictícia”, levantando as patas como se estivessem comendo algo. Assim os cientistas poderiam ativar uma unica gama de neurônios, ou as duas juntas.
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O professor Candy Rowe, um zoologista da Universidade de Newcastle, disse que no futuro, cientistas esperam ganhar melhor conhecimento de que informação sensorial desencadeia comportamentos de busca e captura, e como a presa desenvolve estratégias de fuga.

O comportamento desses ratos podem ser vistos nesse vídeo. Esse estudo foi feito com o intuito de descobrir que tipo de circuito cerebral é ativado em comportamentos predatórios.

fonte: www.theguardian.com

 

 

 

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